


A Cia de Teatro Gente há oito anos vive o ofício de um teatro de investigação, agitando sombras nas quais a vida nunca deixou de fremir.
Acreditamos em um teatro que não está em anda, mas que se serve de todas as linguagens – música, dança, circo, artes visuais, gestos, sons, palavras, fogo, água, tecnologia, artesanato, magia, mistérios, impactos – Uma Cia que se encontra exatamente no ponto em que o espírito de um teatro/linguagem/estética conduz a produzir suas manifestações.
O perfil do ator da Cia de Teatro Gente é de um artista investigador, que lança mão das convenções do teatro psicológico, moral e social e mergulha no perigo, em uma poesia muito difícil e complexa reveste-se de múltiplos aspectos: em primeiro lugar, os de todos os meios de expressão/linguagens utilizáveis em cena, como música, dança, artes visuais, pantomima, mímica, gesticulação, entonação, arquitetura, iluminação e cenário.
Na medida em que se tornam capazes de aproveitar as possibilidades físicas imediatas que a cena lhe oferece para substituir as formas imobilizadas da arte para formas vivas e ameaçadoras através das quais o sentido da magia cerimonial pode encontrar, no plano do teatro uma nova realidade na medida em que se dêem àquilo que poderia chamar de tentação física da cena.
Nas experimentações cênicas da Cia: BARRELA, Uma Mulher Vestida de Sol, Devir, AMÊSA e FRAGMENTES, nas oficinas, nos colóquios e fóruns, o desejo dos integrantes da Cia é promover invenções de formas, deslocamento de significações, impressões, tudo o que há no amor, no ciúme, na guerra ou na loucura nos deve ser devolvido pelo teatro. Pois não é possível continuar a prostituir a idéia de teatro, que só é valido se tiver uma ligação mágica, atroz, com a realidade e o perigo.





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