






A Cia de Teatro Gente volta à cena teatral com a montagem inédita na Bahia do espetáculo Uma Mulher Vestida de Sol, de Ariano Suassuna, primeira tragédia nordestina da história brasileira.
O espetáculo versa sobre a disputa de terra no sertão entre as famílias rivais de Joaquim Maranhão e Antonio Rodrigues. Em meio a toda tensão de morte, aridez e medo presentes no local, desenvolve-se o amor proibido entre os primos Rosa e Francisco.
Depois do sucesso com a montagem 'Barrela', de Plínio Marcos, a Cia de Teatro Gente homenageia o genial Ariano Suassuna, em comemoração aos seus aos 80 anos de vida, com a montagem do espetáculo 'Uma Mulher Vestida de Sol'.
Este, que é o primeiro texto do dramaturgo paraibano, escrito em 1947, tem a sua primeira montagem na Bahia com Direção de Nathan Marreiro. A peça faz uma abordagem aos elementos trágicos da vida humana: o valor da palavra, a honra, a luta pelo poder, a religião, a fome, a vida e a morte, o amor e o ódio.
Uma Mulher Vestida de Sol é continuidade da pesquisa cênica realizada pela Cia de Teatro Gente, iniciada em 'Barrela'. Toda a trama acontece durante um dia e trata-se de uma tragédia sertaneja que tem como cenário o semi-árido brasileiro. No palco, os atores dão a vida à nossa gente simples, o povo do sertão, onde a vida é desenhada e identificada através de seus valores culturais e morais.
A encenação conta com composições inéditas e exclusivas de Maurício Lourenço, que também assina a direção musical; com o auxílio luxuoso de Rino Carvalho, na iluminação e num figurino que reafirma nos corpos toda a poesia contida na obra de Suassuna; para coroar, o cenário de André Cruz, que nos transporta para um lugar onde até mesmo a aridez, o sangue e a cobiça não encontram-se destituídos de beleza.





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